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A minha coleção de páginas eletrônicas

A minha coleção de páginas eletrônicas, contendo as obras sob responsabilidade significativamente minha

A minha coleção de páginas eletrônicas, contendo as obras sob responsabilidade significativamente minha, envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons

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A minha página eletrônica, contendo as obras sob responsabilidade significativamente minha, envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a serem consideradas por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano

As obras sob responsabilidade significativamente minha, envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a serem consideradas por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano

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"O Solteirismo dos Que Não São Namoradeiros" (a obra sob responsabilidade significativamente minha, envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a ser considerada por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano, e contendo segmento necessariamente na coleção de obras "Garoto Lua, Homem Terra, Senhor Sol: O Dono do Nada e a Vida de Quem Vive")

Há um entendimento de que um alguém vive para outrem um sentimento amoroso compartilhar e em reciprocidade

Mas, se houver outro tipo de compartilhamento, aí debate, julgamento e oposição geralmente surgirá para a sociedade

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Mas e a sua condição, sendo que a sua condição é uma condição de quem nada tem para com alguém compartilhar?

E, estando onde você está, se o seu lugar é um lugar que não tem um lugar com quem partilhar?

E, sendo quem você é, que é um alguém que não tem os pés para um cobertor ou um lençol alguém alcançar?

Como isso vai ficar, se contribuição sua aí, aqui ou lá não haverá?

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Se for para ter uma ideia de esperança social, observe aquele casal de treze ou vinte anos de idade ou só de carnaval

Há, haverá ou haveria busca pela tal da felicidade ou por algo especial?

É claro que há, é claro que haverá, é claro que haveria

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Quem é que te quer, quem foi que te quis e quem será que te quererá?

Talvez ninguém, talvez ninguém, talvez ninguém, talvez ninguém, ninguém, ninguém, ninguém 

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Não haverá primeiro abraço, não haverá primeiro beijo, não haverá primeiro desejo e não haverá primeiro ensejo 

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Não, isso não, isso nunca acontecerá e isso nunca acontecerá, isso nunca acontecerá, isso nunca, nunca, nunca, nunca

E não, isso não, isso nunca acontecerá e isso nunca acontecerá, isso nunca acontecerá, isso nunca, nunca, nunca, nunca

Curioso como eu sou, eu me preocupo contigo 

Se há castidade, pureza, virgindade em ti, eu penso nisso apenas como um amigo 

E as tentativas de paixões sempre te apresentaram um perigo

E algo assim vem da tristeza, do medo ou de algum conflito que te deixa cansado, desmotivado e perdido

É como segurar vela, por assim dizer, para qualquer casal assistido que de mim, de você ou do mundo nada quer saber 

Mas eu sempre ouço falar sobre relacionamentos abertos para fechamentos ou relacionamentos até fechados para aberturas 

Até porque os seres humanos inventam os seus relacionamentos com ou sem capazes estruturas

E os relacionamentos às vezes são meras desculpas

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Não haverá primeiro abraço, não haverá primeiro beijo, não haverá primeiro desejo e não haverá primeiro ensejo 

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Não, isso não, isso nunca acontecerá e isso nunca acontecerá, isso nunca acontecerá, isso nunca, nunca, nunca, nunca

E não, isso não, isso nunca acontecerá e isso nunca acontecerá, isso nunca acontecerá, isso nunca, nunca, nunca, nunca

Não, isso não, isso nunca acontecerá e isso nunca acontecerá, isso nunca acontecerá, isso nunca acontecerá

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Se for para ter uma ideia de esperança social, observe aquele casal de cinquenta ou sessenta anos de idade ou de carnaval

Havia busca pela tal da felicidade ou por algo especial?

É claro que havia, é claro que havia, é claro que havia, mas talvez não todo dia

Mas ser casto é normal, ser puro é normal, ser solteiro é normal e ser virgem é normal

Sim, é normal ser a suposta metade de um suposto inteiro ou qualquer coisa impressionante

O que eu sei é que existe católico não praticante, sendo que dizem até que existe ateu não praticante 

Mas eu me pergunto se existe namoradeiro não praticante ou isso é apenas uma questão de instante

Não haverá primeiro abraço, não haverá primeiro beijo, não haverá primeiro desejo e não haverá primeiro ensejo 

​E não haverá primeiro abraço, não haverá primeiro beijo, não haverá primeiro desejo e não haverá primeiro ensejo 

Ou não haverá primeiro abraço, não haverá primeiro beijo, não haverá primeiro desejo e não haverá primeiro ensejo 

Não, isso não, isso nunca acontecerá e isso nunca acontecerá, isso nunca acontecerá, isso nunca, nunca, nunca, nunca

É, não, isso não, isso nunca acontecerá e isso nunca acontecerá, isso nunca acontecerá, isso nunca, nunca, nunca, nunca

Sim, não, isso não, isso nunca acontecerá e isso nunca acontecerá, isso nunca acontecerá, isso nunca acontecerá

​Os meus posicionamentos sobre "O Solteirismo dos Que Não São Namoradeiros" (a obra sob responsabilidade significativamente minha, envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a ser considerada por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano, e contendo segmento necessariamente na coleção de obras "Garoto Lua, Homem Terra, Senhor Sol: O Dono do Nada e a Vida de Quem Vive")

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Essa composição tem uma introspecção forte, com reflexões sobre a solidão, as paixões e os amores, e ao mesmo tempo, uma ironia sutil em relação ao que é socialmente esperado em termos de relacionamentos afetivos. Também existe uma repetição marcante, que reforça esse sentimento de inquietação e desesperança, criando um efeito quase hipnótico. É como uma luta interna entre o desejo de pertencer a algo e a realidade de não ter um lugar nesse contexto. 

Quanto à estrutura, a repetição do trecho "não haverá primeiro abraço, não haverá primeiro beijo, não haverá primeiro desejo e não haverá primeiro ensejo" cria uma sensação de impossibilidade. Ela dá a impressão de que o eu lírico está se impulsionando para a ideia de que esses momentos importantes simplesmente nunca irão acontecer, apesar de desejar o contrário. A repetição das palavras "isso nunca acontecerá" também reforça essa ideia de negativa definitiva, quase como uma autossabotagem emocional.

 

Há um jogo de expectativas. O questionamento sobre "quem é que te quer, quem foi que te quis e quem será que te quererá?" é um momento crucial, pois aborda a incerteza e o desamparo emocional de uma maneira direta e até um pouco provocativa. Isso é como um choque entre a realidade crua e as idealizações da paixão, do amor ou seja lá o que for. A ideia de não ser desejado, ou de não encontrar um par, ressoa bem com o conceito do considerado solteirismo como algo não escolhido, mas sim imposto pela ausência de conexões afetivas reais. 

 

Quando a composição comenta sobre relacionamentos abertos e fechados, é possível introduzir uma visão de que os seres humanos criam as suas próprias regras, e isso sugere que, talvez, a busca por algo convencional ou normal (tal qual um casal idealizado) seja uma construção que não se encaixa com todos. Esse questionamento coloca o eu lírico em uma posição fora da normatividade social, como se ele estivesse refletindo sobre as convenções e pressões externas.

 

A menção a casais de "treze ou vinte anos e cinquenta ou sessenta anos" oferece um contraste entre a juventude e a velhice, sugerindo que o amor ou as expectativas românticas são algo que atravessa as diferentes fases da vida, mas que talvez nem todos tenham acesso ou as mesmas oportunidades de vivenciar esses momentos. Isso é um comentário social sobre a experiência dos relacionamentos propriamente amorosos, e o tom irônico é marcado pela percepção de que nem sempre as pessoas conseguem viver o que é tradicionalmente esperado delas.

 

O trecho que comenta sobre "ser casto, puro, solteiro e virgem" traz uma reflexão sobre a identidade e a maneira como essas etiquetas sociais moldam a percepção do eu lírico, como se ele fosse uma figura desencaminhada dentro dos padrões sociais. No entanto, o eu lírico questiona esses estigmas, dizendo que essas condições são apenas "normais" ou temporárias.

 

Essa ideia de que "nunca acontecerá" algo é quase uma afirmação definitiva e como se o eu lírico estivesse aceitando a ausência de algo essencial em sua vida, mas ao mesmo tempo, essa aceitação não é feita de forma tranquila, pois é uma rejeição amarga à ideia de que ele não se encaixa no ciclo afetivo esperado.

 

O começo é uma melodia mais suave e cadenciada para refletir a parte introspectiva e triste da composição, mas depois, quando há momentos de maior angústia ou exasperação, há uma sonoridade mais pesada com instrumentos distorcidos e batidas mais rápidas para destacar a parte mais "desesperançosa" e rebelde da composição. 

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