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A minha coleção de páginas eletrônicas

​A minha coleção de páginas eletrônicas apresentando as obras sob responsabilidade significativamente minha​​​​​​​

A minha coleção de páginas eletrônicas apresentando as obras sob responsabilidade significativamente minha​​​​​​​ envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons​

A minha página eletrônica apresentando as obras sob responsabilidade significativamente minha envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a serem consideradas por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano

As obras sob responsabilidade significativamente minha envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a serem consideradas por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano

"Eu Não Dou Conselho Sobre Paixão" (a obra sob responsabilidade significativamente minha envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a ser considerada por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano, e contendo segmento necessariamente na coleção de obras "Garoto Lua, Homem Terra, Senhor Sol: O Dono do Nada e a Vida de Quem Vive")

Muito de tudo faz com o que o tempo seja só e o mundo todo seja em vão
Então, se eu não sei, talvez eu saiba compreender a estrada que eu não quis saber 

Com fuso horário em fusão, eu já não sei se, em confusão, eu entortei, na minha mão, a reta curva de entreter

E, ao ter que ver opinião bem onde eu já sei, eu senti tudo em vão, e eu já soube que a vitória, em contramão, era perder

​​

Eu busco ter sentido, mas quase ninguém me empresta ou presta atenção
E, se eu alugo algum ouvido, alguém já vem e me demonstra falsa impressão
E, enquanto eu tento ter instinto de ser são, nada de tudo me vale como condição
Mas é um assunto mundialmente conhecido onde quase todo mundo sofre por antecipação

​​

Ela deixou todos os castelos de lado e os traços estraçalhados e por ali ficou 

E, contando os trapos apertados num colchão de chãos, ela mexeu com a ilusão de um encontro onde nada aconteceu em vão

E, ao se esquecer, ela se lembrou de perceber que eu estava exatamente aqui onde ela me deixou

São só as vidas que vivem as vinte e quatro horas dos sete dias da semana dos doze meses do ano

Mas às vezes eu queria que houvesse vinte e oito para oito de uma de dezessete de um ano qualquer, por assim dizer 

E, quando eu quero me calar, eu só falo o fato e eu não disfarço o ato ou me calo

Eu sinto até o fundo do talo e eu desgosto do gosto claro, ralo e raro do rastro do que eu deveria mover e ser 

E foi um risco não ter tido o que eu queria só pra desconhecer e sem licença qualquer coisa conceder 

E, ao crer pra ver ou ver pra crer, ela veio, mas ela quase que insistiu em sair dali e não contribuir

Alguém que quer crer e ver não era aquela que estava ali

E o que eu não poderia ser sem ler eu poderia só fingir pra apalpar sem ir e vir

E eu poderia rir sem sorrir, mas talvez eu não teria sentido tudo que por ela eu senti, se ela não estivesse aqui 

​​

Ela deixou todos os castelos de lado e os traços estraçalhados e por ali ficou 

E, contando os trapos apertados num colchão de chãos, ela mexeu com a ilusão de um encontro onde nada aconteceu em vão

E, ao se esquecer, ela se lembrou de perceber que eu estava exatamente aqui onde ela me deixou

Foi um mundo, foi um submundo, foi um vício de não viver sem saber que poderia não ter sido 

E, em união, sem qualquer solidão, poderia eu ter sumido

E foi admiração por uma incompetência em forma de ingratidão 

E, sem agradecer por não ter antevisto aquela relação, foi frustração ou foi a maldita da minha falta de opção

Ou por não ter visto rendição em uma situação, foi por mim um qualquer alguém

Porque, se fosse só por ela, eu estaria bem perto do meu fim ou algo além

​​​

E foi um fundo mundo, um imundo submundo, um jeito de acontecer em pleno  vício de não viver sem saber o que fazer

E poderia até ter sido uma união em um convívio vivo sem a solidão, ou eu poderia ter sumido só depois da intenção

E foi só admiração por uma competência em forma de um gesto de gratidão 

E, sem compreender por não ter antevisto aquela forma de uma inteira relação, foi certamente frustração 

E foi a maldita da minha falta de opção ou, por não ter visto rendição em uma situação, foi só por mim 

Porque, se não fosse, então, eu, no meu começo, estaria meio perto do seu fim 

E foi tudo assim
 

Ela deixou todos os castelos de lado e os traços estraçalhados e por ali ficou 

E, contando os trapos apertados num colchão de chãos, ela mexeu com a ilusão de um encontro onde nada aconteceu em vão

E, ao se esquecer, ela se lembrou de perceber que eu estava exatamente aqui ela onde me deixou

Mas é por isso que eu não dou conselho sobre paixão 

E é por isso que eu não dou conselho sobre paixão 

Sim, é só por isso que eu não dou conselho sobre paixão

É por isso que eu não dou conselho sobre paixão 

​​​

Porque paixão, apesar da certeza incerta, até que pode dar certo

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Os meus posicionamentos sobre "Eu Não Dou Conselho Sobre Paixão" (a obra sob responsabilidade significativamente minha envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a ser considerada por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano, e contendo segmento necessariamente na coleção de obras "Garoto Lua, Homem Terra, Senhor Sol: O Dono do Nada e a Vida de Quem Vive")

"Eu Não Dou Conselho Sobre Paixão", a primeira obra que eu desenvolvi para a coleção de obras "Garoto Lua, Homem Terra, Senhor Sol: O Dono do Nada e a Vida de Quem Vive", funciona como um fluxo de consciência, oscilando entre memórias, constatações e reflexões. Não há linearidade clássica, mas sim idas e vindas temporais, quase como o pensamento real funciona quando está atravessado por um afeto intenso.

O uso de repetições ("Ela deixou todos os castelos de lado…”) cria uma âncora emocional, como um refrão interno, reforçando que essa imagem específica é central.​​​

 

Há uma mistura de abstrações conceituais ("vitória em contramão”, "competência em forma de gratidão”) e linguagem concreta ("colchão de chãos”, "trapos apertados”), dando um efeito de alternância entre elaboração mental e sensação física.

A quebra de expectativas com expressões como "certeza incerta"e "reta curva"dá um tom paradoxal que remete à própria natureza da paixão, que é muitas vezes associada à ativação intensa do sistema de recompensa do cérebro (adrenalina, dopamina) e à suspensão parcial de julgamentos racionais. Essa letra traduz bem essa experiência.

 

O eu lírico oscila entre a admiração e a frustração, o desejo e o arrependimento. Isso lembra o conceito de ambivalência afetiva da psicanálise, em que amor e ressentimento coexistem.

 

As imagens de "ilusão de um encontro" e "falsa impressão" indicam que parte da relação foi construída em fantasia, e o colapso dessa fantasia gerou dor.

 

Há uma constante lembrança sobre a "cena" ("Ela deixou todos os castelos de lado…”), sendo um indício de que o eu lírico está vivendo mentalmente o trauma afetivo, tentando processar o que não foi resolvido.

 

O trecho "foi só por mim" mostra que o eu lírico conhece (ainda que com amargura) a própria participação no resultado. Isso é típico do estágio de reflexão posterior a uma frustração afetiva.

 

Sobre "castelos e traços estraçalhados", eis que, na psicologia junguiana, castelos podem simbolizar ideais elevados ou uma fortaleza emocional. "Deixar os castelos de lado" sugere abrir mão de sonhos ou defesas.

 

Já sobre "colchão de chãos", que seria um título inicial para tal obra, há uma imagem de precariedade e desconforto, simbolizando a realidade dura contrastando com o sonho.

 

Agora, sobre "reta curva", há um paradoxo visual, remetendo ao caminho que parece claro mas se distorce, ou seja, uma imagem perfeita para relações passionais, que raramente seguem uma lógica linear.

 

Até que, sobre "fuso horário em fusão", o que ocorre é que isso representa a confusão temporal e emocional da paixão, onde o tempo subjetivo se distorce.

 

O título e a conclusão ("por isso que eu não dou conselho sobre paixão”) têm um valor quase de manifesto. Psicologicamente, isso soa como mecanismo de autoproteção. Admitir que a paixão é imprevisível e particular impede o eu lírico de oferecer orientações a outros, bem como a "certeza incerta"no final mostra que ele entende que a paixão pode até "dar certo”, mas só que ela é tão volátil que qualquer conselho seria ilusório.

 

​Tal obra é uma crônica de uma experiência amorosa intensa, permeada por paradoxos, com forte consciência de suas contradições internas. O eu lírico viveu tanto o êxtase quanto a desilusão, e agora olha para a paixão como um fenômeno que se vive, mas não se prescreve. Há a fase da idealização com a exaltação da figura amada em imagens grandiosas, a fase da percepção das falhas e frustrações e a fase reflexiva de aceitação parcial, com preservação de certo afeto e humor sobre a experiência.

O "cenário" geral é o seguinte conforme os trechos: a sensação de isolamento existencial e temporal, possível sintoma de desilusão amorosa intensa, o reconhecimento de escolhas evitadas (dado o conflito entre a consciência e a negação conforme um mecanismo de defesa), o tempo distorcido como uma metáfora sobre caminhos aparentemente claros que se revelam complexos no paradoxo afetivo, a conquista que se transforma em perda (algo típico de relações passionais), a carência de escuta genuína como referência à ansiedade antecipatória dos vínculos frágeis, o abandono dos ideais ou dos sonhos (trazendo a ruína afetiva), o confronto entre a expectativa e a realidade (uma metáfora para a frustração e o desajuste), o desejo de alterar o que ocorreu para tentar prolongar experiências, a intensidade emocional profunda (conforme a rejeição ao "gosto ralo”, que é uma insatisfação crônica), a compreensão sobre o aprisionamento afetivo por meio da dramatização do impacto da relação e a conclusão defensiva com a imprevisibilidade e a subjetividade do sentimento para a preservação da própria vulnerabilidade. 

 

Contudo, no lugar de uma relação amorosa, a obra poderia falar sobre como é se envolver profundamente com um projeto ou um sonho, passar por altos e baixos, ver ilusões se despedaçarem e entender que não existe receita para lidar com isso (mas sim apenas viver a experiência). Sendo assim, a conclusão "não dou conselho sobre paixão" significaria não dar fórmula para um sucesso ou uma realização, pois cada caminho criativo ou profissional é cheio de variáveis contextuais e pessoais.

 

Oito anos depois, eu desenvolvi uma versão sem demarcações de gêneros que amplia a força psicológica da obra.

Na versão original, a presença de "ela" delimitava a experiência a um romance heterossexual (ou, pelo menos, a uma figura feminina). Houve então as trocas por "quem" e "alguém”, que dissolvem o gênero e permitem que a narrativa seja vivida por qualquer pessoa, em qualquer configuração de afeto. Isso aumenta a identificação universal, pois quem lê ou ouve pode se colocar no lugar do eu lírico sem barreiras de gênero.

 

O "ela" da primeira versão funcionava como um núcleo concreto de lembrança. O "alguém" e "quem" da versão atualizada funcionam como arquétipos e não são sobre uma pessoa específica, mas sim o papel que qualquer um pode ocupar em um enredo de paixão, frustração ou ruptura. Isso desloca a letra do registro autobiográfico para um registro mais atemporal e filosófico.​

 

Sem o marcador de gênero, a narrativa parece menos sobre "uma relação com uma pessoa" e mais sobre o padrão emocional em si, demonstrando um ciclo de expectativa, frustração e reflexão. Isso também suaviza a leitura mais literal e fortalece a sensação de metáfora sobre qualquer paixão, seja amorosa, criativa, existencial ou política.

 

Portanto, tal versão sem demarcação de gênero transforma a obra de uma confissão pessoal para um relato universal sobre paixão e suas contradições, abrindo espaço para múltiplas identificações e interpretações.​

"Eu Não Dou Conselho Sobre Paixão" (a obra sob responsabilidade significativamente minha envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a ser considerada por mim para o ano 2024 do calendário gregoriano)

Muito de tudo faz com o que o tempo seja só e o mundo todo seja em vão
Então, se eu não sei, talvez eu saiba compreender a estrada que eu não quis saber 

Com fuso horário em fusão, eu já não sei se, em confusão, eu entortei, na minha mão, a reta curva de entreter

E, ao ter que ver opinião bem onde eu já sei, eu senti tudo em vão, e eu já soube que a vitória, em contramão, era perder

​​

Eu busco ter sentido, mas quase ninguém me empresta ou presta atenção
E, se eu alugo algum ouvido, alguém já vem e me demonstra falsa impressão
E, enquanto eu tento ter instinto de ser são, nada de tudo me vale como condição
Mas é um assunto mundialmente conhecido onde quase todo mundo sofre por antecipação

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Quem já deixou todos os castelos de lado e os traços estraçalhados por ali ficou 

E, contando os trapos apertados num colchão de chãos, mexeu com a ilusão de um encontro onde nada aconteceu em vão

E, ao se esquecer, lembrou de perceber que alguém estava exatamente aqui onde me deixou

São só as vidas que vivem as vinte e quatro horas dos sete dias da semana dos doze meses do ano

Mas às vezes eu queria que houvesse vinte e oito para oito de uma de dezessete de um ano qualquer, por assim dizer 

E, quando eu quero me calar, eu só falo o fato e eu não disfarço o ato ou me calo

Eu sinto até o fundo do talo e eu desgosto do gosto claro, ralo e raro do rastro do que eu deveria mover e ser 

E foi um risco não ter tido o que eu queria só pra desconhecer e sem licença qualquer coisa conceder 

E, ao crer pra ver ou ver pra crer, tal pessoa veio, mas quase que insistiu em sair dali e não contribuir

Alguém que quer crer e ver não era aquela pessoa que estava ali

E o que eu não poderia ser sem ler eu poderia só fingir pra apalpar sem ir e vir

E eu poderia rir sem sorrir, mas talvez eu não teria sentido tudo que por aquela pessoa eu senti, se ela não estivesse aqui 

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Quem já deixou todos os castelos de lado e os traços estraçalhados por ali ficou 

E, contando os trapos apertados num colchão de chãos, mexeu com a ilusão de um encontro onde nada aconteceu em vão

E, ao se esquecer, lembrou de perceber que alguém estava exatamente aqui onde me deixou

Foi um mundo, foi um submundo, foi um vício de não viver sem saber que poderia não ter sido 

E, em união, sem qualquer solidão, poderia eu ter sumido

E foi admiração por uma incompetência em forma de ingratidão 

E, sem agradecer por não ter antevisto aquela relação, foi frustração ou foi a maldita da minha falta de opção

Ou por não ter visto rendição em uma situação, foi por mim um qualquer alguém

Porque, se fosse só por outrem, eu estaria bem perto do meu fim ou algo além

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E foi um fundo mundo, um imundo submundo, um jeito de acontecer em pleno  vício de não viver sem saber o que fazer

E poderia até ter sido uma união em um convívio vivo sem a solidão, ou eu poderia ter sumido só depois da intenção

E foi só admiração por uma competência em forma de um gesto de gratidão 

E, sem compreender por não ter antevisto aquela forma de uma inteira relação, foi certamente frustração 

E foi a maldita da minha falta de opção ou, por não ter visto rendição em uma situação, foi só por mim 

Porque, se não fosse, então, eu, no meu começo, estaria meio perto do seu fim 

E foi tudo assim
 

Quem já deixou todos os castelos de lado e os traços estraçalhados por ali ficou 

E, contando os trapos apertados num colchão de chãos, mexeu com a ilusão de um encontro onde nada aconteceu em vão

E, ao se esquecer, lembrou de perceber que alguém estava exatamente aqui onde me deixou

Mas é por isso que eu não dou conselho sobre paixão 

E é por isso que eu não dou conselho sobre paixão 

Sim, é só por isso que eu não dou conselho sobre paixão

É por isso que eu não dou conselho sobre paixão 

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Porque paixão, apesar da certeza incerta, até que pode dar certo

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