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A minha coleção de páginas eletrônicas

​A minha coleção de páginas eletrônicas apresentando as obras sob responsabilidade significativamente minha​​​​​​​

A minha coleção de páginas eletrônicas apresentando as obras sob responsabilidade significativamente minha​​​​​​​ envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons​

A minha página eletrônica apresentando as obras sob responsabilidade significativamente minha envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a serem consideradas por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano

As obras sob responsabilidade significativamente minha envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a serem consideradas por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano

"Quem Está Escorregando Não Escolhe o Barranco" (a obra sob responsabilidade significativamente minha envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a ser considerada por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano, e contendo segmento necessariamente na coleção de obras "Garoto Lua, Homem Terra, Senhor Sol: O Dono do Nada e a Vida de Quem Vive")

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A dúvida não ousa existir na minha rotina de convicção constante e de pleonasmo viciante

E quem nunca se perdeu em um instante não se esqueceu que cada livro tem o seu lugar na estante

E o mundo não me cansa com questionamento em forma de burrice ambulante ou intromissão esvoaçante 

E, sendo eu um acerto redundante, a suposta doutrinação alheia é irrelevante

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Eu sou viciado no que eu vejo, eu dou nome para as vacas, para os bois e para os meus tropeços

E eu me acerto com meu jeito, eu me arremesso sem ter medo e eu sei que quem tem cara tem que encarar vendo

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Quem está escorregando não escolhe o barranco, quem está escorregando não escolhe o barranco 

É claro que é isso, se eu não me engano

Eu estou certo disso, se eu não me engano

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E quem está escorregando não escolhe o barranco, quem está escorregando não escolhe o barranco 

Eu tenho certeza, se eu não me engano 

É assim mesmo, se eu não me engano 

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E a minha certeza é absoluta, afinal de contas, se não fosse absoluta, não seria certeza, e eu não banco esperteza 

E eu confio no meu faro e eu farejo com presteza

E eu enxergo no escuro, porque eu me acostumei com o claro 

E eu faço tudo o que eu faço da maneira como eu faço sem buscar ficar no muro 

E conhecendo confiança e senso de perseverança

E, sem de vômito, eu tenho ânsia, mas é a de enfrentar qualquer imprecisão de irrelevância

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Eu sou viciado no que eu vejo, eu dou nome para as vacas, para os bois e para os meus tropeços 

E eu me acerto com meu jeito, eu me arremesso sem ter medo e eu sei que quem tem cara tem que encarar 

Quem está escorregando não escolhe o barranco, quem está escorregando não escolhe o barranco 

É claro que é isso, se eu não me engano 

Eu estou certo disso, se eu não me engano 

E quem está escorregando não escolhe o barranco, quem está escorregando não escolhe o barranco 

Eu tenho certeza, se eu não me engano 

É assim mesmo, se eu não me engano 

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Se eu não me engano, se eu não me engano, se eu não me engano, se eu não me engano, eu tenho certeza

E, se eu não me engano, se eu não me engano, se eu não me engano, se eu não me engano, eu tenho certeza

E eu não me engano, eu não me engano, eu não me engano, eu não me engano

Eu tenho certeza, eu tenho certeza, eu tenho certeza, eu tenho certeza

Mas eu não me engano, eu não me engano, eu não me engano, eu não me engano

E eu tenho certeza, eu tenho certeza, eu tenho certeza, eu tenho certeza

Se eu caio, eu logo me levanto, mas é bom descansar um tanto, e eu não sou o louco que eu poderia ser no canto 

E, assim como dizem sem saber, "de médico e louco todo mundo tem um pouco", mas isso não tem nada a ver 

E disso eu não quero nem saber, mas eu sei que a minha determinação de exercer a minha posição é o meu parecer 

É estar e ser 

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Eu sou viciado no que eu vejo, eu dou nome para as vacas, para os bois e para os meus tropeços 

E eu me acerto com meu jeito, eu me arremesso sem ter medo e eu sei que quem tem cara tem que ter tendo 

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Quem está escorregando não escolhe o barranco, quem está escorregando não escolhe o barranco 

É claro que é isso, se eu não me engano 

Eu estou certo disso, se eu não me engano 

E quem está escorregando não escolhe o barranco, quem está escorregando não escolhe o barranco 

Eu tenho certeza, se eu não me engano 

É assim mesmo, se eu não me engano 

Eu acho que eu tenho certeza, eu acho que eu tenho certeza, eu acho que eu tenho certeza, mas "eu acho" não serve 

E eu acho que eu tenho certeza, eu acho que eu tenho certeza, eu acho que eu tenho certeza, mas esse "eu acho" não serve 

É, eu acho que eu tenho certeza, eu acho que eu tenho certeza, eu acho que eu tenho certeza, mas o "eu acho" não serve 

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Os meus posicionamentos sobre "Quem Está Escorregando Não Escolhe o Barranco" (a obra sob responsabilidade significativamente minha envolvendo essencialmente a combinação de ritmos e sons, a ser considerada por mim para o ano 2016 do calendário gregoriano, e contendo segmento necessariamente na coleção de obras "Garoto Lua, Homem Terra, Senhor Sol: O Dono do Nada e a Vida de Quem Vive")

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"Quem Está Escorregando Não Escolhe o Barranco" funciona como um fluxo de consciência em torno da experiência de ação, consequência e autoconsciência. Não há linearidade clássica, mas sim iterações de percepção, reafirmação e reflexão, quase como o pensamento real funciona quando atravessado por desafios, riscos ou erros inevitáveis.

 

O uso de repetições ("Quem está escorregando não escolhe o barranco…") cria uma âncora conceitual e sonora, funcionando como refrão interno que reforça a inevitabilidade do risco e da consequência.

 

Há uma mistura de abstrações conceituais ("certeza absoluta", "farol no escuro") e linguagem concreta ("vacas", "bois", "tropeços"), dando um efeito de alternância entre processamento mental, percepção sensorial e experiência prática.

 

A quebra de expectativas com expressões como "se eu não me engano" e a repetição quase ritualística cria um tom paradoxal que remete à própria natureza da experiência humana diante do risco: mesmo com convicção, a vida impõe incerteza e contingência. Essa letra traduz bem a tensão entre controle e entrega, típica de situações que dependem tanto da ação própria quanto de fatores externos.

 

O eu lírico oscila entre autoconfiança e vigilância, ação e reflexão, coragem e prudência. Isso lembra conceitos da psicologia do self e da metacognição, em que a percepção de si mesmo está sempre em relação a decisões e consequências externas.

 

As imagens de "dar nome para vacas, bois e tropeços" indicam que o eu lírico organiza, classifica e compreende sua experiência, mesmo diante de erros e situações imprevisíveis. O colapso do controle externo ou da expectativa alheia é percebido como irrelevante, refletindo a consciência de agência limitada e autossuficiência interna.

 

O trecho "Eu me acerto com meu jeito" mostra que o eu lírico conhece (ainda que com humildade ou desafio) a própria participação nos resultados de suas ações. Isso se aproxima de um processo de responsabilização e autoavaliação contínua.

 

O "barranco" é uma metáfora clara da consequência inevitável; escorregar não permite escolha, o que simboliza a relação entre ação e destino, controle e acaso.

 

O refrão repetido e a alternância entre "certeza" e "se eu não me engano" funcionam como rituais internos de estabilização emocional, demonstrando a tentativa de fixar confiança diante de eventos imprevisíveis.

 

As seções de repetição intensa, como "eu tenho certeza, eu tenho certeza, eu tenho certeza", intensificam a percepção de mantra de autoconfiança, ao mesmo tempo em que evidenciam o peso psicológico da dúvida e da atenção constante sobre si mesmo.

 

O verso sobre cair e levantar ("Se eu caio, eu logo me levanto…") adiciona um elemento de resiliência prática, incorporando reflexão sobre limites, descanso e recuperação, o que indica maturidade emocional e consciência da necessidade de equilibrar ação e preservação.

 

O "eu acho que eu tenho certeza, mas ‘eu acho’ não serve" fecha a obra com um paradoxo filosófico e psicológico, indicando que a autoconfiança é central, mas que a linguagem e o pensamento nunca podem capturar totalmente a experiência de ação e consequência.

 

Tal obra é uma crônica da experiência humana em relação à ação, risco e autoconsciência, permeada por paradoxos e com forte consciência das próprias limitações e capacidades. O eu lírico enfrenta o mundo com atenção, coragem e reflexão, observando os tropeços como parte inevitável do movimento da vida.

 

O "cenário" geral é o seguinte conforme os trechos: a sensação de agência limitada frente a consequências inevitáveis, o reconhecimento da própria participação nos resultados, a necessidade de autoconsciência constante, o equilíbrio entre confiança e prudência, a percepção de que erros e tropeços são inevitáveis e instrutivos, a alternância entre ação e reflexão, e a construção de um sistema interno de certeza parcial como mecanismo de estabilidade psicológica.

 

Contudo, no lugar de riscos e tropeços do cotidiano, a obra poderia ser entendida como uma reflexão sobre qualquer situação em que se enfrenta o imprevisível envolvendo caminhos de aprendizagem, decisões profissionais ou projetos criativos, mas também menciona algo sobre a impossibilidade de controlar todos os fatores, reforçando que autoconsciência, experiência e resiliência são os verdadeiros guias.

Há uma "brincadeira paradoxal" presente desde o início: "a dúvida não ousa existir" estabelece um tom de convicção absoluta, como se o eu lírico estivesse imune à incerteza. No entanto, ao longo da obra, ele canta repetidamente expressões como "eu tenho certeza, se eu não me engano" e "eu acho que eu tenho certeza", revelando uma tensão constante entre convicção e dúvida. Do ponto de vista psicológico, isso reflete a natureza da certeza construída: mesmo quando alguém se sente confiante, sempre há uma margem de insegurança, que se manifesta de forma ritualística nas repetições e na insistência sobre o próprio juízo. Musicalmente, essa oscilação cria humor, ritmo e identidade — sério e consciente de si, mas também levemente irônico. Essa "brincadeira" cumpre uma função metafórica, mostrando que confiança, autoconsciência e dúvida coexistem. Afirmações aparentemente absolutas são, na verdade, permeadas por hesitação, evidenciando que o eu lírico reconhece o paradoxo da experiência humana: a certeza nunca é completamente desprovida de questionamento, assim como a dúvida nunca é totalmente incapaz de se organizar em convicção.

 

Portanto, "Quem Está Escorregando Não Escolhe o Barranco" transforma a obra em um relato universal sobre ação, risco e autoconfiança, abrindo espaço para múltiplas interpretações, identificação ampla e reflexão sobre a própria capacidade de enfrentar o inevitável.

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